Servidores de Jequié denunciam desrespeito de primeira-dama

    Mariana de Oliveira Oliva epublicou um texto em que chama os eleitores de Lula de pessoas que "não querem trabalhar"

    Primeira-dama e secretária de Saúde, Mariana Oliva, e prefeito de Jequié, Flávio Santana (União Brasil), durante Marcha para Jesus em abril de 2026 (Foto: reprodução/redes sociais)

    O SINSERV (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de Jequié repudiou declarações feitas pela primeira-dama e secretária de Saúde do município, Mariana de Freitas Oliva, após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na noite de domingo (25).

    Oliva republicou um texto em que chama os eleitores de Lula de pessoas que “não querem trabalhar” e associa artistas e estudantes a “cheiradores” e maconheiros”. A publicação foi repudiada pelo SINSERV ( Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de Jequié. “Discordar é legítimo. Desrespeitar não pode ser naturalizado“, escreveu o grupo.

    Mariana Oliva e o marido, o prefeito Flávio Santana (União Brasil), apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República e foram votar juntos no domingo (25).

    Mariana Oliva, primeira-dama de Jequié e secretária da Saúde, compartilhou publicação ofensiva sobre eleitores de Lula (Foto: reprodução/g1 Bahia)

    SINSERV defendeu classe artística e estudantes após ataque de primeira-dama

    Na nota publicada no site do Sindicato afirmou que a publicação era preconceituosa e ofensiva “à classe artística, aos estudantes, aos trabalhadores e ao povo brasileiro”

    “Ao afirmar que determinadas pessoas ‘não produzem, não trabalham e não querem trabalhar’, associando artistas , estudantes e ao povo em geral a comportamentos depreciativos, a publicação ultrapassa os limites do debate político respeitoso e reproduz estereótipos preconceituosos que desqualificam segmentos fundamentais para o desenvolvimento social, cultural, científico e econômico do país”, diz a nota.

    O Sindicato defendeu que os artistas brasileiros produzem conhecimento e riqueza, fazendo parte de uma “extensa cadeia produtiva, geram empregos, contribuem para a economia e preservam a memória e a diversidade cultural do nosso povo”.

    O grupo também defendeu que os estudantes não devem ser tratados como indivíduos improdutivos e afirmou que são cidadãos em processo de formação, responsáveis por questionar realidades e contribuir com a sociedade.

    “É especialmente preocupante que manifestações dessa natureza procurem transformar divergências políticas em instrumentos de desqualificação moral e social. O exercício da democracia pressupõe o respeito à pluralidade de ideias, à liberdade de expressão e à dignidade humana, princípios assegurados pela Constituição Federal de 1988”.

    O sindicato finalizou a nota defendendo que a liberdade de expressão não deve ser confundida com preconceitos, estigmatizações e desrespeito. O SINSERV também reafirmou solidariedade à classe artística, à comunidade estudantil e a todos aqueles que foram atingidos pelas declarações.

    Conta de Mariana Oliva desaparece após repercussão

    Após a repercussão da publicação, o perfil de Mariana de Freitas Oliva está indisponível no Instagram.

    Perfil de Mariana de Freitas Oliva, @mari_freitasoliva, está indisponível no Instagram