Os atores Cacau Protásio e Maurício Manfrini estiveram em Salvador na noite desta segunda-feira (26) para a pré-estreia de “Os Farofeiros 3”. Em entrevista exclusiva ao bahia.ba, os artistas falaram sobre os motivos que fazem a franquia conquistar o público e explicaram o que os mantém trabalhando com arte e humor no Brasil.
Para Cacau Protásio, um dos principais fatores para o sucesso dos filmes é a identificação do público com as situações retratadas na tela. Segundo a atriz, as histórias da franquia reproduzem experiências comuns entre famílias e grupos de amigos, o que aproxima os espectadores dos personagens.
“As pessoas se identificam muito com cada cena. ‘Ah, já passei por isso’. ‘Isso aqui meu tio já passou’. ‘Meu filho já passou’. Então, Os Farofeiros 3 é esse sucesso por causa da identificação. Todo mundo se identifica com o filme”, afirmou.
“A gente viaja na sorte. A gente foi para um casamento porque a gente viu uma oportunidade de ir para o Caribe. Todo mundo passa por isso. Sempre alguém ganha uma viagem, ganha um passeio e é sempre uma furada”, complementou a atriz.
Na terceira produção da franquia, o grupo de amigos embarca em sua primeira viagem internacional, com destino à ilha caribenha fictícia de San Martinez.
A expectativa de aproveitar dias de descanso, no entanto, dá lugar a uma sequência de confusões quando os personagens descobrem que Rocha mentiu sobre a hospedagem para economizar dinheiro e conseguir pagar uma festa cara.
Em vez de um resort de luxo, o grupo acaba em um hotel barato e precisa enfrentar problemas na imigração, barreiras de idioma e situações inesperadas no destino. Enquanto os amigos tentam esconder a crise de Rocha, Anita passa a reconsiderar o matrimônio.
Cacau Protásio e o poder da arte
Cacau Protásio também explicou por que continua trabalhando com humor. Para a atriz, a possibilidade de proporcionar momentos de alegria ao público é um dos principais motivos para seguir na profissão.
“É muito bom quando a gente sai na rua e a pessoa fala: ‘Você me curou, me trouxe alegria, eu voltei a rir com vocês’. Isso não tem preço. Então, a cada dia que passa, eu quero fazer comédia, eu quero fazer TV, eu quero contar história, eu quero curar pessoas com a minha arte, com o meu trabalho”, declarou ao bahia.ba.
A artista ressaltou a importância da reação dos espectadores e do impacto que o trabalho pode ter na vida das pessoas. A comédia, nesse contexto, vai além do entretenimento e se torna uma forma de criar conexões com o público.
Maurício Manfrini destaca a importância da gargalhada
Maurício Manfrini relembrou a trajetória no humor e contou que a comédia faz parte de sua vida desde os tempos de escola. O ator lembrou que costumava imitar professores e colegas, além de contar piadas, antes mesmo de imaginar que a atividade poderia se tornar uma profissão.
“Eu já fazia humor no colégio, sem saber que isso seria uma profissão. Imitando os professores, imitando os alunos, tomando esporro, indo para a secretaria porque estava fazendo bagunça, contando piada”, relatou.
“Quando eu percebi que isso poderia ser uma profissão, o que me faz continuar sendo humorista é a gargalhada. A gente faz show de humor em teatro, é muito bom você contar uma coisa à pessoa e ver ela rindo”, concluiu.

