Prefeitura diz que frota do 2º turno foi a mesma do 1º em Salvador

    Pablo Souza nega irregularidades e atribui atrasos em ônibus a adesivaço em garagens

    Foto: Bruno Concha / Secom PMS

    A Prefeitura de Salvador afirmou na manhã desta terça-feira (27) que disponibilizou no segundo turno das eleições presidenciais a mesma frota de ônibus utilizada no primeiro turno. Ainda de acordo com comunicado, a programação foi definida com antecedência, publicada no Diário Oficial do Município e comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

    Segundo o secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Souza, a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não determina a circulação de 100% da frota nos dias de votação, mas estabelece a necessidade de garantir transporte adequado à demanda.

    Ele destacou ainda que a operação adotada pela Prefeitura foi a mesma utilizada em eleições anteriores, levando em consideração as características específicas da movimentação de passageiros nesses dias.

    “A gente adotou a mesma operação que fizemos no primeiro turno, quando tivemos apenas duas reclamações”, afirmou.

    Salvador e outras capitais

    O secretário também comparou a operação de Salvador com a de outras capitais brasileiras e com o transporte metropolitano da Bahia, administrado pelo governo estadual. Segundo ele, a utilização de uma frota proporcional à demanda é uma prática comum em diferentes cidades, independentemente da orientação política de seus gestores.

    Pablo Souza afirmou também que o principal fator que diferenciou a operação do segundo turno foi uma ação de apoiadores de um dos candidatos à Presidência da República, que realizaram um adesivaço em ônibus do transporte público, provocando atrasos na saída dos veículos das garagens.

    De acordo com o secretário, as concessionárias começaram a retirar os adesivos de propaganda eleitoral dos veículos, diante da proibição de utilização de equipamentos públicos para esse tipo de publicidade. Ao tomar conhecimento da situação, ele determinou que nenhum ônibus deixasse de circular por causa dos adesivos.

    “O que houve de fato novo no segundo turno, diferente do que aconteceu em qualquer outra eleição, foi uma ação sistemática de apoiadores de um determinado candidato. Esses apoiadores fizeram um adesivaço e estavam buscando impedir que os ônibus saíssem sem propaganda eleitoral”, declarou.

    Impactos na operação

    O secretário reconheceu que a situação provocou impactos na operação durante as primeiras horas da manhã, mas ressaltou que a Prefeitura atuou para restabelecer o serviço e garantir o transporte gratuito dos eleitores.

    “Houve, sim, um impacto operacional relevante. É importante dizer isso com muita transparência e seriedade. O trabalho da secretaria foi buscar, até as 10 horas da manhã, normalizar essa situação e superar esse desentendimento”, acrescentou.

    Pedido de prisão

    Pablo Souza teve pedido de prisão por parte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) após as denúncias de possível boicote ao transporte público de Salvador. Durante as primeiras horas de votação, foram registrados pontos lotados e baixo número de ônibus circulando na capital baiana, reduto forte do Partido dos Trabalhadores.

    Pablo estava em Paris no momento do pedido de prisão em flagrante. A medida foi revogada pelo TRE-BA antes de entrar em vigor.