Lula articula novo governo e avalia nomes para ministérios

    Rafael Fonteles, Camilo Santana, André Janones e João Campos estão entre os nomes cotados para cargos estratégicos no governo que começa em janeiro de 2027

    Presidente Lula
    Foto: Reprodução/TV Globo

    Após ser reeleito no segundo turno das eleições presidenciais do último domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já iniciou as articulações políticas para a composição da Esplanada dos Ministérios para o governo que começa em janeiro de 2027. As informações são da CNN Brasil. 

    De acordo com a publicação, houve uma mudança de forças no núcleo central da campanha petista entre o primeiro e o segundo turno. Com isso, três nomes ganharam destaque e são apontados como fundamentais para a vitória eleitoral.

    O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), aparece como favorito para assumir o Ministério da Fazenda. Aliados de Lula avaliam que ele reúne perfil político e técnico, além da experiência à frente da Secretaria da Fazenda do estado.

    Fonteles também teria demonstrado confiança no vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT), o que abriria espaço para sua saída do governo estadual e eventual ida para a equipe federal.

    Outro nome cotado é o do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, que pode assumir a Casa Civil. O posto era associado anteriormente a Fernando Haddad (PT), mas, segundo a apuração, a influência política para ocupar a função estaria se deslocando para Santana.

    O deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) também aparece entre os nomes considerados para o novo governo. Responsável pelo canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 10 milhões de inscritos, ele é visto por aliados como alguém com “carta branca” para assumir a Secretaria de Comunicação Social ou a Secretaria-Geral da Presidência.

    Já João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e derrotado na disputa pelo governo de Pernambuco, é cotado para o Ministério da Ciência e Tecnologia, que já foi ocupado pelo seu pai, Eduardo Campos (PSB), durante o primeiro mandato de Lula.

    Centrão na articulação com o Congresso

    Outra possibilidade em discussão é a indicação de um nome do Centrão para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela interlocução do governo com o Congresso Nacional.

    Entre os cotados está Silvio Costa Filho (Republicanos), que comandou o Ministério de Portos e Aeroportos no terceiro mandato de Lula. Seu nome é considerado para a função diante da expectativa de que o Congresso eleito em 2026 tenha um perfil mais à direita do que o de 2022.