Cézar Leite acusa sindicato de sabotar ônibus no dia da eleição

    O vereador disse que parte dos veículos precisou retirar os adesivos nas ruas

    Foto: Neison Cerqueira/ bahia.ba

    O vereador Cézar Leite (PL) acusou o sindicato ligado ao transporte público de organizar uma ação política para prejudicar a imagem da Prefeitura durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

    “Olha, foi tudo armado pelo sindicato, que é ligado à esquerda. Eles fizeram um ato ilegítimo, que é adesivar os autocarros durante a madrugada. Já tem vídeos a mostrar, fotografias, imagens a mostrar isso”, afirmou Cezar Leite.

    O vereador disse que parte dos veículos precisou retirar os adesivos nas ruas e que alguns permaneceram nas garagens. Apesar disso, sustentou que o transporte continuou funcionando e que não houve prejuízo ao comparecimento dos eleitores às urnas.

    “Os autocarros não deixaram de sair, muitas pessoas viram os autocarros com o 13. Isso foi tirando os adesivos nas ruas mesmo, e alguns autocarros ficaram na garagem. Mas não houve nenhum tipo de impedimento para a população votar”, declarou.

    Vereador questiona resultado eleitoral e critica oposição

    Cézar Leite também contestou a decisão de ampliar o horário de votação por duas horas em Salvador e levantou suspeitas sobre o resultado da eleição presidencial. Sem apresentar provas na declaração, o vereador relacionou a extensão do horário à votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Pelo contrário, foi criada essa narrativa para que se prorrogasse mais duas horas as eleições, e sabe Deus o que aconteceu nessas duas horas, a ponto de você ter uma reversão quase, assim, por milagre, da questão da eleição do Lula, onde ele conseguiu 10 milhões de votos em pouco mais de três semanas no Brasil todo, e aqui na Bahia inclusive a crescer”, afirmou.

    O edil defendeu uma investigação sobre possíveis irregularidades no processo eleitoral. Ao mesmo tempo, isentou a Prefeitura de Salvador de responsabilidade pelos problemas relatados no transporte e disse que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) poderia esclarecer melhor a atuação municipal.

    “Mas, do ponto de vista daqui da Prefeitura de Salvador, não, os autocarros andaram, eles foram efetivos. Quem vai responder melhor a isso é o prefeito Bruno Reis”, disse.

    Por fim, o vereador atribuiu a reação da oposição a interesses eleitorais e afirmou que o episódio seria usado para desgastar a gestão municipal com vistas às disputas políticas de 2028.

    “Mas claro que isso é uma ação política da esquerda, onde eles querem atuar agora contra o Bruno Reis já a pensar daqui a dois anos”, concluiu.