MPT investiga desabamento em Pirajá que matou duas trabalhadoras

    O desabamento ocorreu na tarde desta terça-feira (27/10) e também deixou três pessoas gravemente feridas

    Foto: Divulgação

    O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu investigação para apurar as responsabilidades trabalhistas do acidente que causou a morte de duas mulheres, identificadas como Joseane Raimundo Pereira Silva e Claudia Aldeiva Santos Santana, em um galpão no bairro de Pirajá, em Salvador.

    Foto: Reprodução / Redes Sociais

    O desabamento ocorreu na tarde da terça-feira (27) e também deixou três pessoas gravemente feridas, identificadas como Cleide Santos, Simone Araújo e Rosilene Mendes, foram socorridas por ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para hospitais da rede pública

    De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), as mortes foram confirmadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As vítimas realizavam atividades de reciclagem no galpão.

    A Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que o desabamento atingiu pilares e vigas de uma estrutura que aparentemente pertence a uma obra paralisada. Os três feridos foram socorridos e levados a unidades hospitalares. O Departamento de Polícia Técnica (DPT-BA) esteve no local, que foi isolado.

    O MPT solicitou esclarecimentos sobre o vínculo das vítimas com o local, quem responde pela estrutura e se foram cumpridas as normas de saúde e segurança do trabalho. A apuração também deve verificar se o espaço era adequado para o desenvolvimento da atividade.

    Trabalhadora morta completava 41 anos no dia do acidente

    Joseane Raimundo Pereira Silva, uma das duas trabalhadoras que morreram no desabamento de um galpão de reciclagem em Pirajá, em Salvador, completou 41 anos na terça-feira (27), mesmo dia do acidente. Ela separava materiais recicláveis com outras quatro mulheres quando a estrutura do imóvel cedeu.

    Anderson Santos, viúvo de Joseane, disse em entrevista à TV Bahia que a família preparava “uma festa surpresa”. “Esperando ela chegar depois do expediente, e isso não aconteceu por irresponsabilidade da empresa”, disse. “Uma estrutura daquela, fazendo, construindo, colocam funcionários embaixo, sem capacete, nada. Botaram ali para ser assassinada, chamo de homicídio”.

    O marido disse que teve um “sentimento ruim” e falou para Joseane voltar para casa 12h, mas ela disse que ia esperar o horário. “Ela não estava se sentindo bem também”. O marido relatou ainda que Joseane estava com temor de trabalhar embaixo de uma estrutura em construção. “Local de perigo”.

    A construção era para fechar o galpão e os funcionários parassem de trabalhar ao sol. A obra já acontecia havia cerca de um mês.