Rowenna cobra apuração de perseguição política na Bahia

    As denúncias envolvem possíveis exonerações e cortes de gratificações no município do Recôncavo

    Foto: Reprodução/Youtube

    A deputada estadual eleita Rowenna Brito (PT) cobrou a apuração de possíveis casos de perseguição política contra servidores públicos em Cruz das Almas e repudiou ameaças de restrição no acesso a serviços públicos em Salvador.

    As denúncias envolvem possíveis exonerações e cortes de gratificações no município do Recôncavo e declarações da subprefeita da Prefeitura-Bairro de Valéria, Kelly Morais, sobre a possibilidade de negar atendimento a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Para Rowenna, os episódios exigem resposta dos órgãos de fiscalização e levantam preocupações sobre o uso da estrutura pública para intimidar trabalhadores ou retaliar cidadãos por suas escolhas nas urnas.

    “É preciso apuração rigorosa e responsabilização de quem tiver cometido irregularidades. É inadmissível transformar o poder público em instrumento de ameaça, intimidação e perseguição política”, afirmou a petista.

    A deputada também ressaltou que a preferência eleitoral não pode ser usada como justificativa para ameaçar direitos. “Ninguém pode ser punido por suas escolhas eleitorais, muito menos ter direitos ameaçados por quem deveria garantir o acesso aos serviços públicos. O voto é livre, o povo é soberano e a democracia exige respeito ao resultado das urnas”, declarou.

    Petista defende atuação do Ministério Público

    Rowenna defendeu a mobilização de uma frente de acompanhamento dos casos nos próximos meses, com atenção às providências adotadas pelas autoridades. Entre os órgãos que, segundo ela, devem ser acionados estão o Ministério Público da Bahia (MP-BA) e, dentro de suas atribuições legais, o Ministério Público do Trabalho (MPT-BA).

    A parlamentar eleita também criticou possíveis represálias contra trabalhadores em razão de posicionamentos políticos. “Não podemos naturalizar o autoritarismo nem aceitar que trabalhadores sejam intimidados por razões políticas. Qualquer indício de perseguição precisa ser apurado com seriedade, e os direitos dos servidores devem ser respeitados”, disse.

    Sobre a denúncia envolvendo a Prefeitura-Bairro de Valéria, Rowenna classificou como grave qualquer tentativa de condicionar o acesso à saúde à preferência política dos cidadãos.

    “É inadmissível aceitar que se negue ou ameace negar regulação médica, consultas e medicamentos por causa da preferência eleitoral na capital. São condutas gravíssimas que estamos presenciando em Salvador e Cruz das Almas. Serviço público não é favor, muito menos instrumento de retaliação. A vitória de Lula nas urnas precisa ser respeitada”, afirmou.