Jair Renan se torna réu por suspeita de lavagem de dinheiro

    A denúncia do Ministério Público foi recebida pela 5ª Vara Criminal nesta segunda-feira (26)

    Foto: Reprodução/Instagram (Jair Renan)

    O vereador Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), passou à condição de réu em um processo na Justiça Federal do Distrito Federal que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. A denúncia do Ministério Público foi recebida pela 5ª Vara Criminal nesta segunda-feira (26) e também envolve outras cinco pessoas.

    Com a abertura da ação penal, os acusados terão dez dias, a partir da notificação, para apresentar suas defesas e contestar as acusações. Na decisão, a Justiça considerou que estão presentes os requisitos necessários para dar início à persecução penal.

    A investigação envolve a RB Eventos e Mídia, empresa de propriedade de Jair Renan. Segundo a acusação, registros fiscais teriam sido adulterados para apresentar uma capacidade financeira superior à real e facilitar a obtenção de empréstimos bancários que somaram R$ 291 mil entre 2022 e 2023.

    Dívida e documentos sob investigação

    O caso ganhou novos contornos após o não pagamento da dívida e o início de uma cobrança pelo banco credor. Com a incidência de juros e atrasos, o valor cobrado teria chegado a R$ 360 mil.

    Entre os documentos investigados está um registro que indicaria que a empresa movimentou R$ 4,6 milhões em um ano. Para o Ministério Público, a documentação teria sido utilizada para sustentar informações financeiras incompatíveis com a realidade da empresa.

    A denúncia também aponta que, entre 2020 e 2023, os investigados teriam ocultado ou dissimulado a origem, a movimentação e a propriedade de bens, direitos e valores provenientes de atividades criminosas, incluindo falsidade ideológica, estelionato e falsificação de documentos públicos e particulares.

    Jair Renan já havia sido alvo de uma operação de busca e apreensão em agosto do ano passado. A defesa sustenta que ele foi vítima de uma fraude cometida por outra pessoa e afirma que o vereador é inocente das acusações.