Trump diz que quer conversar com Lula, mas petista não vai procurá-lo

    Presidente dos EUA volta a chamar eleição brasileira de “vergonha”, evita reconhecer diretamente a vitória do petista e diz que pretende conversar com Lula

    Foto: Ricardo Stuckert e Reprodução/Redes Sociais

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (29) que pretende conversar com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil, mas voltou a criticar o resultado das eleições brasileiras. Questionado por jornalistas se telefonaria para parabenizar o petista pela vitória, o republicano não confirmou a ligação e chamou a eleição de “vergonha”. 

    “Vou conversar com ele, mas acho que a eleição foi uma vergonha no Brasil”, disse Trump. A declaração ocorre após o presidente norte-americano receber o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) no país após ele fugir pela Argentina e publicar uma carta com teor golpista e se declarando presidente.

    Ao ser questionado sobre quem considera o vencedor da disputa presidencial, o norte-americano evitou responder diretamente e voltou a criticar o processo eleitoral brasileiro, sem apresentar provas.

    “Não quero comentar, mas achei que a eleição foi um grande constrangimento para o povo brasileiro. O atual presidente me pediu para não tomar partido, e eu não tomei. Mas, quando vi o que aconteceu no Brasil, achei uma vergonha”, afirmou e acrescentou: “Bem, o mercado respondeu a isso”. 

    Lula aceita conversa, mas não pretende tomar iniciativa

    Apesar da disposição manifestada por Trump, Lula não pretende procurar o presidente dos Estados Unidos para iniciar uma conversa. Segundo informações divulgadas pela CNN, o petista está disposto a atender uma eventual ligação do republicano.

    Até esta quinta-feira, Trump não havia reconhecido publicamente a vitória de Lula nem o parabenizado pela reeleição. As declarações do republicano mantêm a incerteza sobre os próximos contatos entre os dois presidentes, e pode acabar aumentando a tensão entre os países. A declaração de Trump ocorre também em meio as midterms, que são as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.