Marqueteiro baiano rejeitou convite para campanha de Flávio

    Marqueteiro decidiu atuar nas campanhas de ACM Neto, na Bahia, e Ciro Gomes, no Ceará; aliados de Flávio apontaram possível resistência ideológica

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O marqueteiro baiano João Santana foi convidado para assumir a estratégia de comunicação da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas recusou a proposta. As informações são da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo. 

    De acordo com a publicação, o convite foi feito antes do início oficial do período eleitoral, depois que Paulo Vasconcelos, nome preferido de Flávio para comandar a campanha, informou que não poderia assumir o trabalho por já ter se comprometido com o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado.

    Um representante do senador procurou Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, para apresentar a proposta. Após alguns dias, ela comunicou que o marqueteiro havia decidido concentrar sua atuação eleitoral nas candidaturas de ACM Neto (União Brasil) ao governo da Bahia e Ciro Gomes ao governo do Ceará. 

    A decisão chamou a atenção de integrantes do entorno de Flávio, que interpretaram a recusa como uma possível resistência ideológica do publicitário ao senador. No entanto, essa avaliação foi atribuída a pessoas próximas ao candidato, e não diretamente a Santana.

    Com a negativa, o publicitário Marcello Lopes, amigo de Flávio, assumiu inicialmente o comando da campanha. Em maio, ele deixou a função e foi substituído por Eduardo Fischer e Alexandre Oltramari. Dois meses depois, Duda Lima passou a liderar a estratégia eleitoral até o fim da disputa.

    João Santana tem trajetória ligada a campanhas presidenciais do PT. Ele foi responsável pelo marketing das campanhas vitoriosas de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e de Dilma Rousseff, em 2010 e 2014. Também comandou a campanha de Ciro Gomes à Presidência em 2022.