Bruno Reis é alvo de ameaças de morte após retenção de ônibus

    Jurídico da prefeitura reúne publicações para identificar autores

    Bruno Reis ônibus Salvador
    Foto: Reprodução / Instagram

    O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), foi alvo de ataques e ameaças nas redes sociais após a polêmica sobre a frota de transporte público no último domingo (30), dia em que ocorreu o segundo turno das eleições presidenciais.

    Nas redes virtuais, manifestantes criticaram a gestão municipal, e as ameaças se estenderam à primeira-dama, Rebeca Cardoso, e a aliados políticos.

    A administração municipal reuniu capturas de tela e registros de mensagens publicadas na rede social X (antigo Twitter) e enviadas por meio de mensagens diretas no Instagram.

    Em uma das publicações na rede X, um perfil escreveu: “tem que mandar matar Bruno Reis e ACM Neto urgentemente”. Em outro comentário motivado pelas retenções na frota de ônibus no dia do pleito, um usuário desejou a morte do gestor municipal: “Morra bruno reis seu cabeça de pica odeio vc e todo mundo que voltou em vc seu merda eu vou matar todos”.

    Diante do tom das mensagens, a equipe de segurança do prefeito e a assessoria jurídica da prefeitura passaram a acompanhar o caso para identificar formalmente os autores das publicações.

    Retenção na frota de ônibus

    A oscilação no fluxo de ônibus em Salvador no dia da eleição motivou um pedido de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que cumpria agenda em Paris no momento das ocorrências. A solicitação, contudo, acabou indeferida antes de gerar efeitos jurídicos.

    O episódio alcançou repercussão nacional e fundamentou a extensão do horário de votação na capital baiana. Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), as seções eleitorais afetadas mantiveram o funcionamento até as 19h.

    Durante a campanha do segundo turno, Bruno Reis anunciou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), assim como o ex-prefeito de ACM Neto (União Brasil).