PL rejeita Alcolumbre e articula candidatura de Marinho ao Senado

    Direita não apoia reeleição de Alcolumbre e partido de Flávio Bolsonaro pretende lançar o senador Rogério Marinho à presidência da Casa

    Foto: Edu Andrade/Ministério da Economia

    O Partido Liberal (PL) deve oficializar na próxima quarta-feira (4) o nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) como candidato à presidência do Senado Federal, já que o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), enfrenta uma rejeição da direita enquanto busca apoio para a reeleição.

    A movimentação ocorre após o partido do candidato derrotado que fugiu do país, Flávio Bolsonaro (PL), rejeitar um possível acordo para apoiar a permanência de Alcolumbre no comando do Legislativo. A decisão da oposição ocorre especialmente após a aproximação de Alcolumbre com o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já sinalizou apoio.

    Com isso, a bancada do PL e parlamentares de outros partidos da oposiçã

    Direita rejeita acordo com Davi Alcolumbre 

    o, como o Novo, rejeitam um acordo com o atual presidente da Casa e articulam uma alternativa para disputar o comando do Senado. A estratégia também busca ampliar a influência do grupo nas decisões da Casa.

    A partir de fevereiro de 2027, o PL contará com 29 senadores, mais de um terço das 81 cadeiras do Senado. Parlamentares da legenda devem se reunir na próxima semana para definir oficialmente a candidatura de Marinho, que já recebeu o aval de Flávio Bolsonaro e de seu irmão, o senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC).