VÍDEO: Alcolumbre analisa voto de Flávio e critica bolsonaristas

    Presidente do Senado criticou parlamentares que, segundo ele, conquistaram votos com ofensas e ataques às instituições, em vez de apresentar propostas.

    Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou, durante a sessão da última quarta-feira (4), que vai analisar a situação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrou presença e votou remotamente em uma sessão da Casa mesmo estando nos Estados Unidos. O episódio foi questionado pelo senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que pediu esclarecimentos sobre a viagem e a validade do voto do parlamentar.

    Durante a sessão, Alcolumbre disse que recebeu a questão de ordem apresentada por Randolfe e que vai consultar a assessoria técnica antes de definir quais medidas poderão ser adotadas.

    “Nós vamos analisar a solicitação feita por vossa excelência. Eu vou convocar os nossos assessores para a gente ver, do ponto de vista do regimento do Senado e do Congresso Nacional, qual o encaminhamento que nós poderemos dar em relação à questão de ordem que vossa excelência traz ao reconhecimento da Mesa [Diretora]”, declarou.

    Líder do governo no Congresso, Randolfe apresentou dois questionamentos. No primeiro, pediu que a Presidência do Senado esclareça se Flávio comunicou oficialmente sua viagem ao exterior, como prevê o regimento interno. No segundo, solicitou a anulação do voto do senador na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada na terça-feira (3).

    No entanto, a participação remota foi possível porque as sessões do Senado têm ocorrido em formato semipresencial, que permite o registro de presença e de votos pelo celular. 

    Críticas a ataques às instituições

    Além de tratar da situação de Flávio, Alcolumbre fez críticas a parlamentares que, segundo ele, conquistaram votos durante a campanha eleitoral com ofensas e ataques às instituições, em vez de apresentar propostas para áreas como saúde, educação e desenvolvimento econômico.

    Sem citar diretamente o PL ou a família Bolsonaro, o presidente do Senado disse que parte dos candidatos deixou de apresentar compromissos com a democracia e o Estado de Direito.

    “Eles não apresentaram para os estados deles a proposta de levar novos institutos federais para formar a juventude. Eles não apresentaram nas propostas nos estados deles que iriam vir para Brasília para defender o desenvolvimento econômico do Brasil. Eles não apresentaram para o Brasil que iam cuidar da saúde dos brasileiros”, declarou.

    “Para a minha tristeza e de milhões de pessoas, [candidatos] ganharam as eleições com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, fosse ela contra o Executivo, fosse ela contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição de um parlamentar ofender o presidente do Senado que não abre impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal”, concluiu o presidente do Senado.