O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, na noite da última quinta-feira (5), de uma transmissão ao vivo nas redes socia ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG). A live foi realizada para comemorar a reeleição do petista na eleição presidencial deste ano.
A transmissão também contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que abordou sobre as iniciativas de sua gestão para recuperar o orçamento da pasta e a ampliação dos investimentos culturais.
Na oportunidade, Lula reafirmou seu compromisso com Margareth Menezes e anunciou que a economia criativa terá papel de destaque em seu próximo governo. O presidente destacou o potencial da cultura brasileira para movimentar a economia, gerar empregos e ampliar a renda. O petista disse que pretende fortalecer a indústria criativa e beneficiar não apenas artistas e produtores, mas também milhões de brasileiros que dependem direta ou indiretamente das atividades culturais.
“A economia criativa vai ganhar uma dimensão muito grande no nosso governo. Eu tenho dimensão da capacidade de geração de empregos, da capacidade de geração de renda. Então, o que nós precisamos fazer é transformar, com muita seriedade, essa indústria, sabe, a chamada economia criativa, numa forte indústria para produzir fortalecimento da vida econômica de todo mundo que viva diretamente ou indiretamente da cultura nesse país”, declarou.
“Pode ficar certo. Vou assumir um compromisso com os artistas brasileiros. A economia criativa será uma coisa muito forte que vai impulsionar a economia brasileira”, acrescentou.
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Manifesto cobra mudanças no Ministério da Cultura
A participação de Margareth na transmissão ocorreu no mesmo dia em que mais de 200 artistas, escritores e profissionais do setor cultural assinaram o documento intitulado Manifesto por mudanças na Cultura Lula 4. O texto cobra uma renovação na liderança do Ministério da Cultura e mudanças na condução das políticas públicas para o setor no próximo mandato de Lula.
Embora não cite diretamente a ministra, o manifesto apresenta críticas à atuação do MinC nos últimos quatro anos. Os signatários classificam como “falida” uma gestão baseada principalmente em editais e leis de incentivo fiscal.
“O cenário era devastador. Ser Ministra da Cultura depois de um governo de desmanche das políticas voltadas às artes e à cultura brasileira foi e está sendo um desafio gigantesco. O nome de Margareth Menezes na liderança do mais brasileiro dos ministérios foi um alívio para nós, trabalhadores das artes”, diz trecho do manifesto.
Artistas baianos saem em defesa de Margareth
Após a divulgação do manifesto, os cantores Manno Góes e Daniela Mercury utilizaram as redes sociaispara defender a permanência de Margareth Menezes no comando do Ministério da Cultura (MinC).
Manno disse ainda que o ministério precisa negociar com a composição atual do Congresso Nacional e que o avanço possível na regulamentação do setor seria preferível à ausência de acordo. Ele ainda questionou a mobilização e criticou o que considera falta de apoio à baiana diante das cobranças.
“O MinC negocia com o Congresso que existe, não com o que gostaríamos de ter. Isso não parece óbvio? Um acordo aquém do ideal, que avance na contribuição das plataformas e na proteção da produção brasileira, é melhor que nenhum acordo, pelo menos por enquanto!”, escreveu.
Já Daniela destacou os desafios enfrentados por Margareth ao assumir o cargo após o governo anterior. A cantora também ressaltou a trajetória artística e a experiência da baiana na produção e gestão cultural.
“O cenário era devastador. Ser Ministra da Cultura depois de um governo de desmanche das políticas voltadas às artes e à cultura brasileira foi e está sendo um desafio gigantesco. O nome de Margareth Menezes na liderança do mais brasileiro dos ministérios foi um alívio para nós, trabalhadores das artes”, escreveu.

