Temer, acuado pela Lava Jato e Justiça Eleitoral, complica o Brasil

    Dê no que der, o resultado não será bom. A operação já detonou a Petrobras, a Odebrecht, a OAS, Dilma e a reputação dos políticos

    Frase da vez

    “Nunca se deve deixar prosseguir uma crise para escapar a uma guerra, mesmo porque dela não se foge, mas apenas se adia para desvantagem própria

    Nicolau Maquiavel, historiador italiano, considerado o pai da ciência política (1469-1527)

    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

     

    A Justiça Eleitoral está em uma sinuca de bico. Se agir com o rigor que sempre adotou contra governadores e prefeitos, cassa Michel Temer, jogando gás na já complicada situação política nacional. Se não, cai no descrédito, depois de ter firmado jurisprudência de que titular e vice formam uma chapa inseparável, o voto de Chico, seja lá como tenha sido obtido, é o mesmo de Francisco (no caso, Dilma e ele ou vice-versa).

    Dê no que der, o resultado não será bom, qualquer que seja. A Lava Jato já detonou a Petrobras, a Odebrecht, a OAS, Dilma, a reputação dos políticos, deixa Temer acuado e põe o Brasil em um beco cuja saída está a exigir uma procura cronificada. Ninguém sabe, ninguém aponta e ninguém viu.

    Bom seria se Temer, durante um gesto de grandeza, usasse a sua influência no Congresso para forjar uma convocação de eleições já. Como isso não vai acontecer, o beco fica.