Associação da anemia falciforme é despejada

    A Associação Baiana das Pessoas com Doença Falciforme foi surpreendida com uma cobrança de R$ 500 caso queira continuar com o uso do espaço

    Há anos acostumada a fazer suas reuniões mensais no auditório do Sesc de Aquidabã, em Salvador, para discutir o tratamento das pessoas com doença falciforme – doença de grande prevalência no Brasil que atinge principalmente a população negra e afrodescendente – a Associação Baiana das Pessoas com Doença Falciforme (ABADFAL) foi surpreendida com uma cobrança: terá que pagar R$ 500 caso queira continuar com o uso do espaço.

    Sem negociação. A ABADFAL, uma instituição sem fins lucrativos e sem dinheiro, vai ter que encarar o despejo.

    Novas dificuldades

    A direção da ABADFAL diz que, por enquanto, usa locais provisórios, cedidos por amigos, mas ganhou um problemaço: muitas das pessoas que sofrem a doença com problemas de locomoção graças a úlceras nas pernas e necrose da cabeça do fêmur deixaram de ir.

    Os doentes sem espaço não conseguem entender. E perguntam: o Sesc não é mantido com o dinheiro do trabalhador?