Energia eólica: Wagner alerta União para risco de fechamento de empresas

    "O governo do estado está com as contas equilibradas, a Bahia pronta para crescer ainda mais, mas há esse gargalo", disse o chefe de Desenvolvimento Econômico

    Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba

    O secretário de Desenvolvimento Econômico do estado da Bahia, Jaques Wagner, demonstrou preocupação com o fechamento de empresas ligadas à cadeia da energia eólica no estado, e a perda de postos de trabalho, caso o governo federal não retome de imediato os leilões para a instalação de novos parques, além dos investimentos em linhas de transmissão.

    “O governo do estado está com as contas equilibradas, a Bahia pronta para crescer ainda mais, mas há esse gargalo. Se a questão não for resolvida, as empresas começarão a encontrar sérias dificuldades para continuar produzindo”, disse.

    De acordo com o superintendente de Promoção do Investimento da SDE, Paulo Guimarães, que nesta quinta-feira (6) se reuniu com o grupo de trabalho Bahia/Sergipe do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em Salvador, a situação é crítica. “A Bahia tem um dos maiores potenciais eólicos do país. Os leilões de energia precisam voltar a acontecer o quanto antes sob risco de empresas de energia fecharem no estado. O problema das linhas de transmissão deixa de ser somente do setor elétrico e passa a ser também do setor industrial”, afirmou.

    Guimarães explicou que, com a falta dos leilões, as empresas que produzem equipamentos para a construção de parques eólicos instaladas na Bahia, e que hoje empregam cerca de três mil pessoas, deixarão de receber encomendas de novos equipamentos, o que pode inviabilizar seu funcionamento.

    “Do ponto de vista social, você tem a questão de que novos projetos não serão implantados no semi-árido, a região mais pobre do estado”, disse Guimarães.