Cimatec vai produzir equipamentos e remédios top com Badaró no comando

    O xis da questão: o Brasil vai muito mal nesta produção hospitalar, o que gera um déficit de US$ 12 bilhões na relação entre exportação e importação

    Frase da vez

     “A maior invenção do mundo não é a minha tecnologia! É a morte! pois através dela, o velho sempre dará lugar para o novo!

    Steve Jobs, criador da Apple e inventou que revolucionou os computadores (1955-2011)

    Na imagem, Roberto Badaró, , ainda Subsecretário Estadual de Saúde (Foto: Carol Garcia/GOVBA)
    Na imagem, Roberto Badaró, , ainda Subsecretário Estadual de Saúde (Foto: Carol Garcia/GOVBA)

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    Roberto Badaró, PhD em epidemiologia, baiano que virou um dos cientistas mais reverenciados do mundo no ramo, ainda subsecretário de Saúde da Bahia, está se despedindo do governo para comandar a implantação e operação do Instituto de Tecnologia da Saúde da Cimatec, a joia da coroa da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb).

    O xis da questão: o Brasil vai muito mal em matéria de produção de medicamentos e equipamentos hospitalares de ponta, o que gera um déficit de US$ 12 bilhões na relação entre exportação e importação.

    No último carnaval, Badaró, o presidente da Fieb, Ricardo Alban e o engenheiro Leone Peter Andrade, diretor executivo da entidade, viajaram para os EUA com a missão de escarafunchar centros de excelência na produção de remédios e equipamentos.

    De lá, trouxeram compromissos de parcerias para a troca e uso de tecnologias.

    A viabilização do projeto vai custar mais de R$ 180 milhões e Alban ressalva:

    — É por isso que precisamos da participação dos governos e de todo tipo de colaboração. O grande beneficiário será o SUS.

    Viagem a Brasília

    No início da semana passada, Alban e Badaró foram a Brasília em companhia do vice-governador e secretário João Leão. Lá, juntaram-se aos senadores Roberto Muniz (PP) e Otto Alencar (PSD) e juntos foram até o secretário de tecnologia do Ministério da Saúde, Marcos Fireman, mostrar o projeto e pedir apoio.

    Saíram com o compromisso do governo de embarcar no projeto.

    Saída negociada

    Badaró deixou claro que a saída dele do governo foi amplamente negociada com Rui Costa, que abriu mão dele em favor do projeto. E enfatizou qual é o foco principal do ITS:

    — Nós não vamos fabricar remédios e equipamentos. Vamos desenvolver as tecnologias e disponibilizá-las.

    Toda a cadeia

    Ele também citou que o mix da produção tecnológica é completo:

    — Não adianta apenas produzir o líquido de um medicamento. Tem o frasco que vai acondicioná-lo, por exemplo.

    Lembrou que em alguns casos o Brasil importar até cateteres.