Parlamentares acionam Procuradoria contra ‘racismo’ de Bolsonaro

    Deputados e senadores da oposição questionam ataque de parlamentar contra quilombolas, negros, índios e imigrantes

    Foto: Zeca Ribeiro/ Câmara dos Deputados

    O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é o alvo de duas representações protocoladas na Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (6), por ter declarado que “afrodescendentes” quilombolas “não fazem nada e nem para procriador (sic) eles servem mais” e que as reservas indígenas e quilombos atrapalham a economia do país. As declarações aconteceram durante uma palestra realizada no Clube Hebraica, na zona sul do Rio, na última segunda-feira (3).

    Onze parlamentares da oposição e integrantes do movimento quilombola pediram a abertura de investigação pela “prática de racismo e violação da dignidade indígena e quilombola”. A deputada federal Benedita da Silva (PT) lidera o grupo.

    Também assinaram a representação os deputados federais Carlos Zarattini (PT-SP), Erika Kokay (PT-DF), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Paulão (PT-AL), Paulo Rocha (PT-PA), Vicentinho (PT-SP) e Wadih Damous (PT-RJ) e os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Gleisi Hoffmann (PR).

    No documento, os congressistas pedem ainda que a PGR avalie a possibilidade de propor uma ação de reparação por danos coletivos, “em face da violação da dignidade dos membros de todas as populações indígenas e comunidades quilombolas”.