E não é que tem gente querendo apropriar-se do Hino do Bahia?

    Recentemente, apareceu nas redes sociais alguém falando pela Sociedade dos Compositores e Autores Musicais, dizendo que os direitos são da Editora Fermata do Brasil

    Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia

    Os apaixonados pelo futebol, mesmo os que não torcem pelo Esporte Clube Bahia admitem: o hino do clube, composição do professor Adroaldo Ribeiro Costa, é bonito, pela música festiva, pela letra.

    E não é que tem gente querendo se apropriar desse patrimônio do futebol baiano?

    Recentemente, apareceu nas redes sociais alguém falando pela Sociedade Independente dos Compositores e Autores Musicais (Sicam), dizendo que os direitos do hino são da Editora Fermata do Brasil.

    Aramis Ribeiro Costa, integrante da Academia de Letras da Bahia e sobrinho de Adroaldo, conta que o hino foi criado em 1946 e, em 1956, quando o tio tornou a composição pública, deu uma carta de cessão total dos direitos ao Bahia.

    O documento de Adroaldo sumiu e simultaneamente apareceu um Contrato de Edição e Mandato no qual Adroaldo e a diretoria do Bahia, na época representados pela Sicam de São Paulo, concedem os direitos a Editora Augusta, empresa do Grupo Fermata.

    O tal contrato é de 15 de fevereiro de 1971. Curiosamente, a assinatura de Adroaldo (que é o autor do hino) não aparece no documento, o que pode caracterizar fraude.

    O jurídico do Bahia está em campo. Acha que só a pretensão de querer ser dono do hino é um chute na canela da nação tricolor.

    Na ALB, Coronel diz que se sentiu como um bebezinho

    E por falar em Aramis Ribeiro Costa, ele foi o orador na noite de anteontem na festa dos 100 anos da Academia de Letras da Bahia. Contou detalhes saborosos das intrigas que marcaram a história da entidade.

    Presente ao ato, Ângelo Coronel (PSD), presidente da Assembleia, que tem 59 anos, saiu fazendo piada com a idade da maioria dos presentes, muitos idosos.

    — Aqui eu me sinto um bebezinho.