Pinheiro articula mudança radical na rede pública de ensino baiano

    O senador já articulou na Bahia parcerias com as cinco universidades federais e as quatro estaduais, mais o Cimatec, o cérebro científico da Fieb e o Sistema S como um todo

    Frase da vez

    “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.

    Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro (1921-1997)

    Foto: Manu Dias/GOVBA
    Foto: Manu Dias/GOVBA

     

    Walter Pinheiro, o senador, se desfiliou do PT em março do ano passado, e licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Educação da Bahia em junho. E sumiu do mapa. Estaria Pinheiro fora de cena? Qual o quê?

    É o inverso. Ele simplesmente está arquitetando e tocando uma complexa engenharia na área educacional que será a sua grande obra. Nada de Professor Pardal, apenas de enxergar o lado bom da rede escolar pública e correr atrás, pegar e montar.

    Entre os 100 melhores índices de Desenvolvimento Educacional do País (Idep) 77 estão no Ceará. Destes, 35 no município de Sobral. Pinheiro mandou um time de técnicos para lá, copiar e ampliar a lição.

    O sucesso lá é o imbricamento entre universidades e o ensino público, de ponta a ponta, com os municípios inclusos.

    Pinheiro já articulou na Bahia parcerias com as cinco universidades federais e as quatro estaduais, mais o Cimatec, o cérebro científico da Fieb e o Sistema S como um todo. Está implementando a integração plena. Se emplacar, vira revolução.

    — Não sei revolução, mas estamos buscando mesmo um salto de qualidade.

    Questão de tempo – Pinheiro só tem 10 meses como secretário, mas admite que pode disputar mandato em 2018. Definirá, junto com Rui Costa, até setembro, o destino partidário que irá tomar.

    — Será o que for melhor para mim e para os interesses do governador.