Delator diz que ajudou a ocultar reforma de sítio pela Odebrecht

    O engenheiro civil Emyr Costa relatou compra de um cofre para guardar R$ 500 mil repassados pela empreiteira para reforma de propriedade utilizada por Lula em Atibaia

    O engenheiro civil Emyr Costa, responsável pelas obras do sítio frequentado pelo ex-presidente Lula em Atibaia (SP), afirmou à Procuradoria Geral da República (PGR) que auxiliou na elaboração de um contrato falso para ocultar que a reforma da propriedade foi executada pela Odebrecht.

    O sítio está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente. Investigadores da Lava Jato, porém, afirmam que há indícios de que a propriedade pertenceria ao ex-presidente e a escritura somente esconderia o verdadeiro dono.

    O engenheiro contou também à Procuradoria que comprou um cofre para guardar R$ 500 mil repassados, em espécie, pela empreiteira para a obra. Em janeiro, a Polícia Federal solicitou ao Ministério Público Federal a prorrogação do prazo de encerramento do inquérito que apura o caso.

    O Instituto Lula disse que “o sítio não é de propriedade do ex-presidente”. “Seus donos já provaram tanto a propriedade quanto a origem lícita dos recursos que utilizaram na compra do sítio”, afirma o instituto, por meio de nota. Com informações do G1.