‘Ação arbitrária da PM’, diz diretor da CUT sobre sindicalistas detidos

    Segundo Alfredo Santos Júnior, as quatro horas em que permaneceu detido foram cruciais para que o movimento se dispersasse

    Foto: Izis Moacyr/Bahia.ba

    Detido na manhã desta sexta-feira (28), o diretor da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT-BA), Alfredo Santos Júnior, acusa a polícia de ter “agido arbitrariamente”. Ele e outro manifestante foram encaminhados à 18ª Delegacia Territorial (Camaçari), na Região Metropolitana de Salvador, sob suspeita de causarem danos a uma viatura da Polícia Militar.

    “Criaram uma justificativa. Nos acusaram de ter danificado uma viatura localizada em um local onde não estávamos”, explicou ao bahia.ba, durante protesto no Campo Grande contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo do presidente Michel Temer (PMDB).

    Segundo o diretor, as quatro horas em que permaneceu detido foram cruciais para que o movimento se dispersasse naquele local. “Fomos encaminhados à Polícia Civil, mas não tinham provas. Tanto que a gente foi liberado. O objetivo desde o começo era o de desmobilizar o piquete”, acusa.