Caso de funcionários que dormiram no trabalho em SP vai ser investigado

    Ministério Público do Trabalho vai apurar se funcionários foram obrigador a dormir na Subprefeitura de Pinheiros

    O caso de seis funcionários que dormiram na Subprefeitura de Pinheiros, em São Paulo, na noite da última quinta-feira (27) porque não teriam como chegar ao local na sexta (28), devido à greve geral, deve ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho no estado (MPT-SP), determinou  o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury

    De acordo com o G1, o subprefeito Paulo Mathias pode ser processado por abuso de poder e o Município poderá sofrer também ação civil pública, caso fique comprovado que os trabalhadores foram obrigados a fazer isso.

    “Não é possível que em pleno século 21, uma administração pública obrigar seus funcionários a dormirem no local de trabalho, afastando-os do convívio familiar”, diz trecho do pedido de investigação.

    Em vídeo publicado nas redes sociais, o subprefeito disse que os seis funcionários decidiram, de forma espontânea, dormir na subprefeitura porque não teriam transporte público para ir ao trabalho.

    “Somos a favor do direito à greve, mas não em dia de trabalho. Queria olhar para vocês e dizer: ‘Aqui na prefeitura de Pinheiros amanhã (sexta-feira) é dia de trabalho'”, afirmou Mathias.

    Um dos trabalhadores disse que eles resolveram conversar com o subprefeito para dormir na sede da subprefeitura. “O subprefeito deu para a gente colchão, coberta e lanche”, disse o funcionário de prenome João, morador de Ibiúna.