Líderes LGBT dizem que estão sendo exterminados

    Grupo de representantes do movimento baiano fez protesto nesta quinta-feira (11) durante o 7º Encontro dos Governadores do Nordeste

    Foto: Carla Ornelas/ GOVBA

    Um grupo de representantes do movimento LGBT baiano estava ontem na porta da SSP, no momento do Encontro dos Governadores, protestando. Como dizia Amélia Marlaux, da LBL (Liga Brasileira de Lésbicas):

    — É uma questão de sobrevivência. Estamos em processo de extermínio. Queremos que a homofobia seja crime. Os números apresentados são tenebrosos: no país, 144 mortos em 2016 e, até agora, 117 em cinco meses de 2017. É uma carnificina.

    O caso Têu

    A última vítima foi Têu Nascimento, transsexual, domingo passado. A mãe, Rosângela Silva Pereira, chora:

    — Minha filha não tinha inimigos, era trabalhadora. Por que isso?

    É o crime de ódio, fruto robusto de uma das piores doenças da alma.