Coletânea traz inédita e gravações raras de Belchior

    "Belchior 70 anos – Pequeno Mapa do Tempo" foi planejada para celebrar o aniversário do artista, em outubro do ano passado, mas tornou-se homenagem póstuma

    Foto: Divulgação

    A coletânea “Belchior 70 anos – Pequeno Mapa do Tempo” foi planejada, como o nome revela, para celebrar os 70 anos de vida comemorados por Belchior em 26 de outubro do ano passado. O atraso do lançamento possibilita, no entanto, que ela chegue em boa hora para aplacar um pouco da saudade que o Brasil sente de seu trovador, morto no dia 30 de abril: em 9 de junho, o álbum estará nas plataformas digitais, e no dia 23 do mesmo mês, sai em CD.

    Com 14 faixas, o disco tem repertório selecionado pelo jornalista Renato Vieira, e traz sucessos como “Medo de Avião” e “Galos, Noites e Quintais” em uma versão que nunca foi lançada comercialmente, produzida por Mazzola em 1976. A gravação foi feita para um disco promocional que celebrava a entrada da gravadora WEA no mercado brasileiro.

    Outra raridade é “Meu Nome é Cem”, parceria de Belchior com Rick Ferreira, guitarrista que toca em cinco discos do cantor. Produzido para a coletânea promocional “New Super Disc”, lançada pela WEA em 1981, o fonograma nunca tinha sido incorporado à discografia do cearense.

    “Belchior 70 anos – Pequeno mapa do tempo” traz ainda duas gravações de 1973, lançadas em compacto da gravadora Chantecler: “A Palo Seco”, em uma versão que não é a mesma lançada no primeiro álbum do cantor, de 74; e “Sorry Baby” – composição obscura do repertório do artista, desconhecida mesmo pelos fãs.