Executivo delata ex-assessor de Temer por obra em estádio

    Tadeu Filippelli (PMDB) teria cobrado pessoalmente pagamento de propina relativa à obra do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014, que estava em atraso

    Foto: Secretaria de Relações Institucionais

    Ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB), Tadeu Filippelli (PMDB), preso pela Operação Panatenaico na semana passada, teria cobrado pessoalmente pagamento de propina relativa à obra do Estádio Mané Garrincha para a Copa do Mundo de 2014, que estava em atraso.

    De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, a afirmação partiu de Carlos José de Souza, um dos executivos da empreiteira Andrade Gutierrez que fecharam acordo de leniência com a Procuradoria da República no DF. O acerto foi homologado pelo juiz federal Vallisney de Souza Oliveira.

    Até a semana passada, Filippelli despachava no Palácio do Planalto. Ele foi exonerado horas depois da prisão. As obras começaram em 2011, já no governo Agnelo Queiroz. Na época, segundo Souza, ele recebeu a orientação de seus superiores na empresa de que a propina seria de 4%, calculada sobre o valor efetivamente recebido pela construtora, em que 3% seriam para o PT, “na pessoa de Agnelo”, e 1% para o PMDB, “na pessoa de Filippelli”.

    Segundo os executivos da empreiteira que firmaram acordo de delação, o “operador” de Filippelli era Afrânio Roberto de Souza Filho, que na gestão de José Roberto Arruda ocupou cargos comissionados.