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Publicado em 19/01/2026 às 12h00.

Nova Rodoviária da Bahia: um hub de mobilidade que impulsiona desenvolvimento social e econômico

Artigo de opinião escrito pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT-BA)

Robinson Almeida
Foto: Joá Souza / GOVBA

 

A Nova Rodoviária da Bahia – Terminal Salvador nasce com um papel que vai muito além do transporte. Implantada em uma área já urbanizada e densamente povoada, a estrutura se consolida como um vetor de transformação econômica e social, capaz de impactar diretamente a vida de milhares de pessoas e de redefinir a dinâmica urbana de importantes regiões da capital baiana.

Projetada como um hub de mobilidade moderno e integrado, a nova rodoviária conecta metrô, ônibus urbanos e metropolitanos e, futuramente, o VLT. Inspirado no padrão de aeroportos, o terminal reúne conforto, tecnologia e sustentabilidade, além de concentrar mais de 200 pontos comerciais e serviços como unidade do SAC, clínica médica, farmácia, delegacia, lojas, lanchonetes e restaurantes.

Com mais de 127 mil metros quadrados de área total e cerca de 40 mil metros quadrados de área construída, o equipamento foi planejado para receber aproximadamente 20 mil passageiros por dia, com a circulação estimada de cerca de mil ônibus diariamente. Esse fluxo intenso cria um ambiente favorável à geração de empregos e à expansão dos setores de comércio, serviços, transporte, alimentação e logística.

Os reflexos no mercado imobiliário já começam a aparecer. Há aumento do interesse por projetos residenciais e empresariais de perfil popular, em sintonia com o contexto socioeconômico da região. Incorporadoras voltadas a esse segmento buscam novas áreas para atender a uma demanda reprimida por moradia, impulsionada pela melhoria da infraestrutura e da mobilidade urbana.

Diferentemente da antiga rodoviária, cuja transferência há cerca de cinco décadas impulsionou a ocupação de áreas então pouco exploradas, a nova estação incide sobre territórios vivos, economicamente ativos e com forte presença popular. Isso potencializa efeitos mais rápidos e profundos, com impacto direto sobre bairros como Águas Claras, Pirajá, Cajazeiras e o Subúrbio Ferroviário.

Sob a ótica das políticas públicas, o projeto reafirma o papel do Estado como indutor do desenvolvimento econômico. Trata-se de um investimento estruturante, alinhado à lógica de geração de emprego, renda e mobilidade social, capaz de reorganizar o território e criar oportunidades duradouras para a população.

Mais do que um ponto de embarque e desembarque, a Nova Rodoviária da Bahia se consolida como uma alavanca concreta de desenvolvimento social. Seu impacto vai além da mobilidade física: amplia o acesso a oportunidades, fortalece economias locais e tem potencial para alterar trajetórias individuais e coletivas, contribuindo para uma Salvador mais integrada e inclusiva.

Robinson Almeida é deputado estadual filiado ao PT

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