Publicado em 24/05/2026 às 18h55.

Corpo de jovem desaparecido é encontrado; família cobra respostas de clínica

Corpo de Iago Formiga foi encontrado carbonizado em Camaçari

Marcos Flávio Nascimento
Reprodução / Redes Sociais

 

O desaparecimento de Iago Marques Formiga, de 33 anos, terminou de forma trágica na Região Metropolitana de Salvador. O jovem, que estava sumido desde o dia 9 de maio em Candeias, foi encontrado morto em Camaçari. O corpo estava carbonizado.

A confirmação da identidade foi feita pela família no Instituto Médico Legal (IML). Em entrevista ao Bahia.ba, a irmã da vítima, Luana Formiga, contou que o reconhecimento ocorreu por meio da análise da arcada dentária e da estrutura craniana.

O caso vinha sendo tratado inicialmente como desaparecimento e é investigado pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP), sob o boletim de ocorrência nº 353102/2026.

Antes da confirmação da morte, familiares já demonstravam desconfiança diante das informações apresentadas pela Clínica Terra Santa Videira, onde Iago trabalhava após concluir tratamento de reabilitação.

Família aponta versões contraditórias

Segundo parentes, a direção da clínica apresentou versões diferentes sobre o momento em que Iago teria deixado o local.

“Eles disseram primeiro que ele saiu na sexta. Depois mudaram e falaram sábado. Foram várias versões”, afirmou Luana Formiga à nossa equipe.

Ainda de acordo com ela, funcionários da instituição alegaram que o jovem teria saído para “resolver coisas pessoais”, levando mochila, roupas e sandálias.

A suspeita aumentou quando a família conseguiu entrar no alojamento da clínica e encontrou todos os pertences pessoais de Iago ainda no quarto onde ele dormia.

Mistério sobre R$ 2 mil aumenta dúvidas

Outro ponto que intriga os familiares envolve uma quantia de R$ 2 mil que, segundo a clínica, seria depositada por Iago.

Inicialmente, um dos responsáveis teria informado que o jovem saiu no sábado justamente para realizar o depósito bancário. Dias depois, porém, a versão foi alterada.

Conforme mensagens enviadas à família, a administração afirmou posteriormente que o valor teria sido retido por um dos diretores e guardado em uma sala da instituição, o que indicaria que Iago deixou o local sem o dinheiro.

Para os familiares, as mudanças nas versões aumentam ainda mais as dúvidas sobre o caso.

Clínica diz colaborar com investigação

Procurada pelo Bahia.ba, a Clínica Terra Santa Videira informou, por meio de nota, que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.

A instituição confirmou que Iago mantinha vínculo de trabalho no local, atuando em atividades de apoio e acompanhamento de pacientes.

Apesar disso, a clínica não respondeu diretamente aos questionamentos sobre as versões divergentes apresentadas à família, os pertences encontrados no quarto nem sobre a quantia de R$ 2 mil.

No comunicado, a direção afirmou que, “em respeito às investigações em andamento e à preservação dos fatos”, não irá divulgar detalhes adicionais neste momento.

Polícia Civil ainda não esclareceu linhas de investigação

A nossa equipe também entrou em contato com a Polícia Civil da Bahia (PCBA) para saber se os responsáveis pela clínica já foram ouvidos e se o caso passou a ser tratado formalmente como homicídio.

Até a publicação desta matéria, a corporação não respondeu aos questionamentos enviados. O espaço segue aberto para manifestação.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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