Empresário que teria violado quarentena vê ‘falta de fundamento’ em acusação

    Cláudio Henrique do Vale Vieira diz estar à disposição para prestar esclarecimentos ao MP estadual, que formalizou abertura de inquérito

    Imagem: Reprodução/YouTube

    O empresário Cláudio Henrique do Vale Vieira afirmou nesta quinta-feira (19) que o inquérito policial proposto pelo MP (Ministério Público) da Bahia demonstrará a “falta de fundamento” das acusações de ele que teria violado medida de quarentena e, consequentemente, propagado o novo coronavírus para ao menos duas pessoas no distrito de Trancoso, no município de Porto Seguro (743 km de Salvador).

    Ao bahia.ba, a defesa do empresário informou que, embora ainda não tenha sido oficialmente notifica sobre o pedido de investigação, Vieira está à disposição para prestar esclarecimentos.

    “O empresário está à disposição do MP da Bahia para prestar todos os esclarecimentos necessários. Entende que o inquérito é o meio adequado para a isenta apuração dos fatos, o que certamente vai demonstrar a falta de fundamento das acusações. O empresário reitera que é totalmente falsa a informação de que teria ignorado orientações médicas quanto ao coronavírus e, como já noticiado, vem seguindo rigorosamente as recomendações das autoridades de saúde”, diz nota enviada à reportagem, sem especificar qual seria a “falta de fundamento” mencionada.

    A Promotoria vai apurar se de fato o empresário desobedeceu recomendação das autoridades de saúde ao viajar de São Paulo para sua residência no litoral baiano mesmo ciente de que deveria ficar em isolamento domiciliar.

    Ele sustenta que só soube estar infectado com a covid-19 três dias depois de realizar um exame na capital paulista.

    De acordo com representação formulada pela Procuradoria-Geral do Estado, Vieira fez o teste que o diagnosticou com o vírus Sars-Cov-2 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em 11 de março.

    No dia 12, viajou à Bahia acompanhado de mais 15 pessoas em uma aeronave particular. Lá, permaneceu numa casa de praia por alguns dias, sem qualquer isolamento, na companhia da sua mulher e filha, além de outros familiares, amigos e nove funcionários.