Estação Campo Grande do metrô deve custar menos que o estimado; saiba valores

    Obra no subterrâneo do Centro de Salvador deve ter uma economia de 27%

    Foto: Betto Jr. / Secom PMS

    A construção da Estação Campo Grande do metrô, também chamada de tramo IV da Linha 1, deve ser realizada pelo consórcio Consórcio Expresso 2 de Julho, anunciado nesta terça-feira (16) como o vencedor da licitação, por um valor 27% menor do que o estimado no lançamento do projeto básico.

    Quando a expansão do metrô rumo ao Campo Grande foi oficialmente anunciada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), a expectativa era de que a obra custasse R$ 1,518 bilhão aos cofres públicos, valor que era justificado pela dificuldade de se construir no subterrâneo do Centro Antigo de Salvador.

    Entretanto, a proposta vencedora, do Consórcio Expresso 2 de Julho, prevê a construção da nova estação do metrô por R$ 1,107 bilhão, o que representa uma economia de R$ 411 milhões para os cofres públicos.

    Grandes companhias

    O consórcio vencedor é formado por algumas das empresas de engenharia mais tradicionais do Brasil, como a Áyla Construtora S.A.; a OECI S.A.; a Metro Engenharia e Construtora Ltda.; e a MPE Engenharia e Serviços S.A..

    As duas primeiras empresas que formam o consórcio são velhas conhecidas do Poder Público brasileiro. Álya é antiga Queiroz Galvão. Já a OECI é uma subsidiária da Novonor, atual nome da antiga Odebrecht. Ambas as companhias mudaram suas nomenclaturas após sobreviverem ao escândalo da Operação Lava Jato.

    A Álya, a Metro Engenharia e a MPE, inclusive, já são parceiras no Consórcio Expresso Mobilidade Salvador, em outro projeto tocado pelo Governo da Bahia: a construção do Lote 1 do VLT de Salvador.

    A OECI também tentou propor um projeto para a construção do VLT, no Lote 2, mas acabou derrotada pelo consórcio CETENCO/AGIS/CONSBEM na licitação.