Justiça solta dentista suspeito de liderar venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia

    Investigado na Operação Peptídeos deve cumprir medidas cautelares e suspender atividades de farmácia

    Foto: Reprodução/TV Bahia

    O dentista Gustavo Garrido Gesteira, apontado pela Polícia Civil como o principal articulador de uma organização criminosa voltada à venda ilegal de canetas emagrecedoras na Bahia, foi posto em liberdade na última sexta-feira (13). A decisão ocorreu após audiência de custódia, dois dias depois de sua prisão durante a Operação Peptídeos.

    Embora responda ao processo em liberdade, o magistrado determinou o cumprimento de medidas cautelares, como manter endereço e contatos atualizados, além de comparecer a todos os atos processuais. 

    A Justiça determinou ainda a suspensão imediata das atividades da Drogaria Ondina, estabelecimento de propriedade do dentista, enquanto durarem as investigações.

    A Operação Peptídeos, deflagrada na última quarta-feira (11) pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), resultou na prisão de 13 pessoas. Foram elas: 

    – Roberto Mesquita de Jesus;

    – Cláudio Filipe Dias Ferreira;

    – Magno Araújo Alves de Brito;

    – Érica Fernandes Brito;

    – Lorena Souza Almeida;

    – Jessica Souza da Cunha;

    – Andreia Cardoso de Jesus;

    – Laís da Hora de Jesus;

    – Iara Thainá Silva de Souza;

    – Jasmine Silva Santos;

    – Elder Neto de Jesus;

    – Gustavo Garrido Gesteira;

    – Emanuela Oliveira Olinda.

    Segundo as investigações coordenadas pelos delegados Thomas Galdino e Thiago Costa, o grupo importava substâncias dos Estados Unidos e da Itália, além de adquirir insumos em São Paulo utilizando receitas médicas da esposa do dentista.

    Entre os itens apreendidos estava o Retatrutide, medicamento proibido no Brasil, além de canetas emagrecedoras armazenadas sem controle sanitário.

    Foram cumpridos 57 mandados de busca em Salvador (em bairros como Barra, Pituba e Caminho das Árvores), Lauro de Freitas, Camaçari, Feira de Santana e na capital paulista.

    Como o esquema funcionava

    A rede operava principalmente através de redes sociais e aplicativos de mensagens, alcançando clínicas de estética e hospitais. No apartamento do dentista, localizado na Ladeira da Barra, foram encontradas diversas unidades dos medicamentos irregulares. A esposa do investigado, que é médica, chegou a ser conduzida à delegacia no dia da operação, prestou depoimento e foi liberada.

    A polícia identificou que o grupo movimentava o mercado clandestino de substâncias para diabetes tipo 2 com finalidade estética, ignorando padrões da Vigilância Sanitária e a exigência de prescrição médica adequada.