‘Primeiro emprego’ tenta amenizar desemprego entre estudantes

    Ante à crise econômica e elevado índice de desemprego, programa encaminha alunos oriundos de cursos técnicos da rede estadual a órgãos públicos e empresas privadas

    Foto: Divulgação/Elói Corrêa/GOVBA

    Ante à crise econômica e política no Brasil, o desemprego tornou-se uma realidade não só para quem estava inserido no mercado de trabalho, mas para os jovens, geralmente em busca do primeiro emprego.

    Pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em maio deste ano, mostra que a faixa etária de 14 a 24 anos é mais afetada por demissões ou falta de oportunidade.

    Levantamento divulgado nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é igualmente desanimador: apesar de o índice de desempregados ter registrado queda de 0,7% abril a junho em 2017, em comparação aos primeiros 90 dias do ano, o número ainda é 16,4% superior ao apurado no mesmo período de 2016.

    Entre as regiões brasileiras que mais são prejudicadas pelo cenário está o Nordeste, onde os mais jovens amargam a falta de oportunidade com maior intensidade. Na Bahia, três projetos estaduais têm buscado driblar o quadro e garantir oportunidades aos novatos.

    Lançado em novembro de novembro de 2016, o Programa Primeiro Emprego é um dos projetos criados pelo governo do Estado para oferecer vagas a estudantes oriundos de cursos técnicos da rede estadual em órgãos públicos ou empresas privadas.

    Ao bahia.ba, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) falou que o cadastro dos alunos é feito de maneira imediata (basta estar matriculado), mas é necessária a atualização dos dados no portal online da pasta ou do programa para que as informações acompanhem a evolução dos estudantes. O recrutamento é realizado a partir do “desempenho escolar”.

    “Existe uma coordenação geral do programa, que identifica onde há vaga para poder encaminhar. A proposta que fazemos às entidades privadas é de encaminhamento, fazemos uma intermediação. Para algumas empresas parceiras, como a CCR Metrô Bahia, perguntamos: ‘tem demanda?’, ‘o que precisa?’. Com isso, pode haver oportunidade da oferecer experiência profissional aos jovens”, declarou a SEC, por meio da sua assessoria.

    Podem participar do Mais Emprego estudantes ativos da Rede Estadual de Educação Profissional com, no mínimo, 40% do curso concluído e egressos a partir do ano de 2015. Ao todo, o governo pretende garantir a primeira experiência profissional para 9 mil jovens.