Publicado em 25/06/2026 às 17h59.

MPBA aciona Unifacs e Ânima por supostas irregularidades contra estudantes

Entre os problemas apontados estão dificuldades para obtenção de diplomas e históricos escolares

Redação
Foto: Reprodução/Unifacs

 

O Ministério Público da Bahia (MPBA) ajuizou uma ação civil pública contra a Facs Serviços Educacionais (Unifacs) e sua controladora, a Ânima Holding, apontando uma série de supostas irregularidades na prestação de serviços educacionais. A ação pede que a Justiça determine mudanças em práticas adotadas pela instituição e condene as empresas ao pagamento de indenizações por danos morais coletivos e individuais.

Segundo a promotora de Justiça Joseane Suzart, responsável pela ação, as investigações identificaram falhas que, na avaliação do MPBA, comprometem o acesso dos estudantes aos serviços contratados e impõem custos indevidos aos consumidores.

Entre os problemas apontados estão dificuldades para obtenção de diplomas e históricos escolares, cobranças consideradas indevidas e deficiência no atendimento prestado aos alunos. O Ministério Público também questiona a cobrança da rematrícula em valores proporcionalmente superiores às mensalidades, prática que, segundo a promotora, desrespeita o sistema de bolsas de estudo ao impedir a aplicação dos descontos sobre essa parcela.

De acordo com a ação, outra irregularidade identificada foi a substituição do atendimento humano por plataformas automatizadas, que, segundo o MPBA, têm dificultado a solução de demandas administrativas e o esclarecimento de dúvidas dos estudantes.

Na ação, o Ministério Público pede que a Justiça determine a suspensão da cláusula contratual que exclui a incidência das bolsas de estudo sobre a taxa de rematrícula, garantindo que os descontos sejam aplicados em todas as parcelas dos contratos educacionais.

O órgão também requer que a Unifacs seja impedida de cobrar valores ou criar obstáculos para a emissão de diplomas e históricos escolares finais, sob o argumento de que esses documentos integram os serviços já contratados pelos estudantes.

Outro pedido é para que a instituição passe a oferecer atendimento humano como primeira opção nos canais remotos, incluindo telefone, WhatsApp e site, substituindo a prioridade atualmente atribuída aos sistemas automatizados.

Além das obrigações de fazer, o MPBA solicita a condenação da Unifacs e da Ânima Holding ao pagamento de indenizações por danos morais coletivos e individuais, em razão dos prejuízos que, segundo o órgão, teriam sido causados aos consumidores.

 

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