Parados há quase um mês, bancários resolvem manter greve na Bahia

    Enquanto os banqueiros oferecem reajuste de 7% mais R$ 3,8 mil de abono, trabalhadores insistem no aumento de 14,62%

    Foto: Divulgação/ Sindicato dos Bancários

    Os bancários baianos votaram pela manutenção do movimento grevista, que já passa dos 29 dias, durante assembleia realizada na noite desta segunda-feira (3), na sede do sindicato, na Ladeira dos Aflitos, no Centro. Um ato foi programado para esta quarta-feira (4), às 16h, na agência do Banco do Brasil, no Comércio.

    Segundo a categoria, 953 das 1.232 agências em todo o estado seguem paradas e não há previsão de acordo com os bancos. Na capital, 274 das 321 unidades permanecem sem atendimento.

    Ainda de acordo com os representantes dos trabalhadores, a oferta de reajuste salarial abaixo do índice da inflação não foi aceito. Os banqueiros sugeriram um aumento de 7% para os salários e benefícios, mais abono de R$ 3,8 mil.

    Os funcionários insistem no reajuste salarial de 14,62% (reposição da inflação mais 5% de aumento real), PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de três salários mais R$ 8.317,90; contratações, segurança e melhores condições de trabalho e atendimento à população, além da redução de juros e tarifas.

    O movimento foi iniciado no dia 6 de setembro e já é maior do que a paralisação de 2015, que durou 21 dias.