Prefeito de Madre de Deus reage à operação do MP e diz que gestão colaborará com investigação

    Chefe do Executivo municipal afirmou que qualquer prática que viole princípios da administração pública deve ser investigada “com rigor”

    Foto: Reprodução/Redes Sociais

    O prefeito de Madre de Deus, Dailton Filho (PSB), pronunciou-se nesta sexta-feira (12) após o Ministério Público da Bahia deflagrar a Operação Xeque-Mate, que apura um esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos e lavagem de dinheiro envolvendo agentes políticos e empresas contratadas pelo município.

    A investigação, conduzida pelo Gaeco e pela Unidade de Assessoramento e Investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Adjunta para Assuntos Jurídicos, cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em cinco cidades do estado.

    Segundo o MP, o grupo criminoso teria sido liderado por um agente político do município e movimentado irregularmente pelo menos R$ 4,5 milhões entre 2021 e 2023. O montante pode ser maior, já que empresas investigadas continuam contratadas e acumulam R$ 13,9 milhões em pagamentos até abril deste ano.

    Em nota, Dailton Filho afirmou acompanhar “com responsabilidade” o avanço das apurações e reiterou que a administração municipal mantém “compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos”. O prefeito declarou que a gestão está à disposição dos órgãos de controle e que colaborará com todos os esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público.

    O chefe do Executivo municipal afirmou que qualquer prática que viole princípios da administração pública deve ser investigada “com rigor” e destacou que a prefeitura adota mecanismos de controle interno para assegurar regularidade de licitações e contratos. Ele frisou que a gestão “não compactua com irregularidades”.

    Dailton também afirmou que as atividades da prefeitura seguem normalmente. Segundo ele, o município continuará focado na prestação de serviços públicos e na “manutenção da ordem administrativa” enquanto o caso é analisado pelas autoridades competentes.