PRF orienta motoristas a evitar BR-324 após congestionamento

    Rodovia segue parcialmente liberada, mas bloqueio total está previsto por quatro dias para obras no trecho

    PRF orienta motoristas a evitar BR-324 após congestionamento em Simões Filho
    PRF recomendou que motoristas utilizem a BR-324 apenas em situações de extrema necessidade. (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF) orientou os motoristas a evitarem a BR-324 após o longo congestionamento registrado nesta terça-feira (3), na altura de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A recomendação é que a rodovia seja utilizada apenas em situações de extrema necessidade.

    A PRF também pediu que os condutores não trafeguem pelo acostamento, já que a prática pode piorar o congestionamento e dificultar a passagem de ambulâncias e equipes que atuam no local.

    Até o momento, a BR-324 não foi totalmente bloqueada. Veículos de pequeno porte seguem passando pelo trecho, enquanto caminhões e outros veículos pesados são direcionados para a via marginal.

    Bloqueio total está previsto

    Segundo a PRF, com base em previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), está previsto um bloqueio total da rodovia por quatro dias para a execução dos serviços. Durante esse período, o tráfego deverá ser direcionado exclusivamente pelo desvio.

    “Diante desse cenário, reforçamos a orientação para que os condutores utilizem a BR-324 apenas em situações de extrema necessidade, evitando deslocamentos desnecessários e o agravamento dos congestionamentos”, informou a PRF.

    O órgão também reforçou que o acostamento deve permanecer livre para garantir o acesso das equipes de trabalho e de veículos de emergência.

    Congestionamento chegou a 20 quilômetros

    A interdição parcial acontece no km 603, no sentido Feira de Santana–Salvador, onde um processo erosivo no aterro de acesso ao viaduto comprometeu parte da pista. O problema provocou filas de caminhões que chegaram a aproximadamente 20 quilômetros na segunda-feira (2), segundo a PRF.

    De acordo com o DNIT, a erosão foi provocada pela combinação das fortes chuvas registradas na região e pela obstrução de um dispositivo de drenagem. Os serviços de recomposição do aterro e recuperação da pista começaram nesta terça-feira. O departamento informou ainda que, até o momento, não foram identificados danos estruturais no viaduto.

    Trecho já havia registrado cratera

    O ponto da nova erosão fica próximo ao trecho onde uma grande cratera se abriu em julho deste ano. Apesar da proximidade, o DNIT informou que os dois episódios não possuem relação direta.

    Na ocorrência anterior, foram necessárias cerca de duas semanas de intervenções para recuperar a área. Em agosto, o departamento decretou situação de emergência no trecho para viabilizar uma obra emergencial.