Quase 60 mil casos de suspeita de dengue são registrados em 2016

    Estudo da Fiocruz revela que o mosquito Aedes é capaz de se reproduzir até mesmo nas águas sujas de bueiros

    Foto: Severino Silva/ Agência O Dia/Estadão Conteúdo

    De janeiro a julho deste ano, a Bahia registrou 59.875 casos de suspeita de dengue, conforme dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). O número é 11% maior que no mesmo período do ano passado. A taxa de infestação do Aedes aegypti em Salvador é de 1,4% e está acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é 1%. Os bairros com os maiores índices são: Itaigara (3,6%), Nazaré (3,3%) e Alto do Cabrito (3,3%) e Engenho Velho da Federação (3,2%).

    Outra pesquisa realizada pela Fiocruz  de Salvador revelou uma informação até então desconhecida sobre os hábitos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika e da chikungunya. Foi identificado que o mosquito é capaz de se reproduzir até mesmo nas águas sujas de bueiros. Conforme o estudo, em 49% dos  122 bueiros, marcados por GPS, foram encontradas larvas e mosquitos do Aedes.

    A descoberta reacende o debate sobre as formas de combate ao mosquito e aponta a necessidade de novas maneiras de evitar a proliferação do Aedes.

    Vacinas – As vacinas que imunizam contra a doença já começaram a chegar em algumas clínicas particulares da capital e serão comercializadas a R$ 400 a dose. As vacinas só serão aplicadas com agendamento, pois depois de aberta, a validade é seis horas.

    A imunização contra a dengue é indicada para pessoas entre 9 e 45 anos. Mulheres grávidas ou amamentando não podem ser imunizadas. A vacina não protege contra Zika e Chikungunya. O Ministério da Saúde ainda estuda a possibilidade de comprar e dar a vacina de graça para população.