Quatro barragens baianas têm reservatórios de água em estado crítico

    Solução proposta para longo prazo é a execução de um Plano Estadual de Segurança Hídrica, que está em elaboração

    Foto: Elói Corrêa/GOVBA

    O último levantamento semanal sobre volume útil de água de reservatórios públicos da Bahia, divulgado no final de setembro pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), revela que quatro das 16 principais barragens baianas estão com o volume de água em situação crítica. Conforme a Secretaria Estadual de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), que supervisiona as barragens no estado, três são estaduais e operadas pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) – Água Fria II, Joanes I e II. O quarto reservatório com volume abaixo do normal é o de Sobradinho, que é federal e operado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e deve sofrer uma redução da vazão de 800 m³/s para 700 m³/s até  o final deste ano

    Em Água Fria II, o principal problema é o tamanho da barragem para o abastecimento dos municípios da região sudoeste. Como solução, a aposta é a construção da barragem de Catolé, no rio de mesmo nome. A obra, segundo a Embasa, aguarda avaliação do Ministério das Cidades e liberação de recursos. No entanto, levará três anos para ficar pronta. A solução encontrada pelo estado foi implantar sistema de bombeamento emergencial.

    As barragens dos rios Joanes I e II, que ajudam no abastecimento de Salvador e Região Metropolitana (RMS), terminaram o período das chuvas com apenas 70% de sua capacidade. Já a Pedra do Cavalo, responsável pela maior parte do abastecimento da RMS,  opera com 26,10% do volume útil e tem  autonomia de 350 dias, o que significa que em um cenário hipotético sem chuvas, a água acumulada dura esse período. Esse quadro a coloca em estado de alerta.

    A solução em longo prazo proposta pela Sihs é um Plano Estadual de Segurança Hídrica, que está em elaboração, e vai mapear os problemas nos recursos hídricos do estado e propor soluções. Além do plano, está em elaboração ainda a Política Estadual de Segurança de Barragens, que ainda será encaminhada para avaliação da Assembleia Legislativa.