Rui defende equilíbrio da Justiça e diz que ‘há um frisson de criminalizar a cultura’

    ‘Acho que os excessos e erros devem ser fiscalizados e punidos, mas isso não pode virar uma caça à festa’, defendeu o governador

    Foto: Camila Souza/Gov-BA
    Foto: Fernando Vivas/GOVBA
    Foto: Fernando Vivas/GOVBA

     

    Em meio à chamada “CPI do sertanejo”, a proximidade das festas juninas e o cerco do judiciário a possíveis casos de uso indevido de verba pública para contratação de artistas, o governador Rui Costa (PT) defendeu o equilíbrio e afirmou que o setor cultural não deve ser criminalizado.

    “Eu acho que também há um frisson ai de criminalizar a cultura e uma tradição da Bahia que não é bom. Acho que os excessos e erros devem ser fiscalizados e punidos, mas isso não pode virar uma caça à festa e caça à cultura”, disse o governador, durante conversa com a imprensa, nesta terça-feira (14).

    Rui destacou ainda que a atividade artística gera emprego e renda, além de movimentar a economia nas cidades e argumentou que o controle deve ser exercido, mas “não pode se confundir com a criminalização da festa, da alegria e da tradição da Bahia, que é o São João, o São Pedro e o Santo Antônio”.

    Segundo o petista, “o bom senso deve prevalecer” no arbítrio de questões desta natureza. Para ele, são descabidas as sugestões de juízes e promotores de estabelecer tetos para a contratação de artistas. “Quem é que vai definir isso, qual é o valor que uma banda deve ser contratada?”, questionou Rui.

    “Ah, não pode contratar nenhuma banda acima de R$ 20 mil. Não sei qual é a banda que cobra R$ 20 mil pra fazer um show”, ironizou o governador da Bahia, lembrando que os valores pagos não vão para um cantor apenas, mas para toda a equipe envolvida na produção, que muitas vezes não trabalha em todas as épocas do ano.