Rui defende integração entre PF e polícias estaduais no combate ao crime organizado

    Ministro citou como exemplo o sucesso da última operação realizada no estado, que resultou na prisão de 38 pessoas

    Foto: Ailton Fernandes/CC

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa , defendeu nesta quinta-feira (6) a importância da atuação conjunta entre o governo federal e os estados no enfrentamento às facções criminosas e ao crime organizado na Bahia. Segundo ele, a cooperação entre as polícias tem sido fundamental para os resultados recentes obtidos pelas forças de segurança.

    “O que o presidente Lula está fazendo com os governadores é estabelecer uma parceria aqui na Bahia e em vários outros estados. Nós temos uma atuação conjunta da Polícia Federal com as forças estaduais. Vocês já devem ter ouvido a expressão FICCO, que é a Força Integrada de Cooperação entre o governo do Estado e o governo federal, onde a Polícia Federal entra com inteligência, apoiando a Polícia Civil e a Polícia Militar”, afirmou Rui Costa em agenda de vistorias em obras de infraestrutura e ações do Novo PAC.

    O ministro citou como exemplo o sucesso da última operação realizada no estado, que resultou na prisão de 38 pessoas ligadas a uma facção criminosa. A ação, segundo ele, foi fruto direto dessa articulação entre as esferas federal e estadual.

    Mais investimentos no combate ao crime organizado 

    “Nós vamos intensificar esse trabalho. O presidente Lula já determinou que é para aportar mais recursos nessas ações integradas, fortalecendo a parceria entre a Polícia Federal, as polícias civis e as polícias militares, para que a gente possa combater o crime organizado de forma ainda mais efetiva”, completou.

    Rui Costa ressaltou ainda que o foco do governo é combater o crime em todas as suas dimensões, incluindo o que chamou de “andar de cima” das organizações criminosas.

    “Muitos que lucram mais com o crime não estão na periferia das cidades nem nos morros. Estão, muitas vezes, em apartamentos e casas de luxo, tratando os outros como empregados. Por isso, o governo federal está focado em combater todos os andares do crime — não só quem está na base, mas também quem está na cobertura”, afirmou.