Publicado em 23/08/2021 às 16h48.

Sesab investiga seis casos da doença de Haff no estado

Casos também são conhecidos como 'Doença da urina preta'; em 2020 foram notificados 45 casos e confirmados 40

Redação
Paula Fróes/GOVBA
Paula Fróes/GOVBA

 

A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) investiga seis notificações da doença de Haff no estado. Neste ano, a secretaria recebeu notificação de oito casos da doença, nos municípios de Alagoinhas, Simões Filho, Maraú, Mata de São João e Salvador. Até o momento, dois casos foram descartados e seis permanecem em processo de investigação.

A diretora da vigilância epidemiológica da Bahia, Márcia São Pedro, explica que os alimentos “são encaminhados para análise laboratorial em um centro de referência e aprofunda-se a investigação, pois os pacientes podem apresentar rabdomiólise por outras causas”.

A doença de Haff é uma síndrome que consiste em rabdomiólise (condição clínica definida por lesão muscular com liberação de conteúdo intracelular) sem explicação, e se caracteriza por ocorrência súbita de extrema rigidez muscular, mialgia difusa, dor torácica, dispneia, dormência, perda de força em todo o corpo e urina “cor de café”, associada à elevação sérica de creatinofosfoquinase (CPK), correlacionado a ingestão de crustáceos e principalmente de pescados.

Em 2020 foram notificados 45 casos e confirmados 40, nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Camaçari, Entre Rios, Dias D’Ávila e Candiba. Enquanto em 2019 não houve notificação de casos, em dezembro de 2016 e janeiro de 2017 foram registrados 71 casos, nos municípios de Salvador (66), Vera Cruz (1), Dias D’Ávila (1), Camaçari (1), Feira de Santana (1) e Alcobaça (1).

Os casos verificados nos anos de 2016 e 2017 resultaram em dois óbitos, sendo um em paciente de Salvador e outro de Vera Cruz, ambos com comorbidades.

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