Publicado em 11/05/2026 às 16h17.

Setor produtivo baiano intensifica mobilização na ACB contra o fim da escala 6×1

Encontro reuniu o relator da PEC e lideranças de setores estratégicos como indústria, varejo, construção civil e alimentação

Redação
Foto: Silvonei Filho

 

A Associação Comercial da Bahia (ACB) foi palco, nesta segunda-feira (11), de um dos mais contundentes debates sobre a proposta de emenda à Constituição que visa extinguir a jornada de trabalho 6×1. O encontro reuniu o relator da PEC, o deputado federal baiano Léo Prates (Republicanos), e lideranças de setores estratégicos como indústria, varejo, construção civil e alimentação.

O tom da reunião foi de alerta, com o empresariado reforçando que a medida, embora apresentada sob um viés de bem-estar social, pode gerar um efeito cascata negativo na economia, resultando em inflação de preços e redução da oferta de empregos formais.

A estratégia do setor produtivo agora se concentra em cinco pilares fundamentais para tentar equilibrar o texto que tramita na Câmara. As entidades defendem que é preciso separar juridicamente os conceitos de jornada (total de horas trabalhadas) e escala (distribuição dos dias de trabalho), além de exigir uma transição gradual e o respeito às particularidades de cada segmento econômico.

Outro ponto inegociável para os empresários é a preservação da negociação coletiva, permitindo que sindicatos e empresas ajustem modelos de trabalho sem uma imposição constitucional rígida que ignore a realidade de setores que operam ininterruptamente, como o varejo e os serviços.

Durante as discussões, os representantes sugeriram que qualquer redução na carga horária semanal deve ser acompanhada de mecanismos de compensação, sendo a desoneração da folha de pagamento a principal contrapartida solicitada para evitar o repasse de custos ao consumidor final.

O deputado Léo Prates, por sua vez, ouviu as demandas e sinalizou a importância de um debate técnico aprofundado na comissão especial.

A ACB pretende seguir liderando essas articulações, sustentando que a competitividade das empresas baianas e o poder de compra da população estão em risco caso a mudança estrutural seja aprovada sem os devidos estudos de impacto financeiro.

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