71% dos integrantes do crime organizado acreditam em Deus, diz pesquisa

    Levantamento inédito mostrou perfil de pessoas envolvidas em atividades criminosas; confira

    Foto: Freepik

    Uma pesquisa inédita do Instituto Data Favela revelou um retrato pouco discutido sobre a religiosidade dentro do crime organizado no Brasil. O levantamento ouviu 3.954 pessoas envolvidas em atividades criminosas, distribuídas por 23 estados, e apontou que a fé é um elemento presente na vida da maioria desses indivíduos, mesmo diante da contradição entre crenças religiosas e práticas ilegais.

    De acordo com o estudo, 71% dos entrevistados afirmaram acreditar em Deus, seja por meio de uma filiação religiosa formal ou de uma crença pessoal, sem vínculo institucional. Entre os grupos identificados, 29% se declararam católicos, enquanto 19% afirmaram ser evangélicos. A pesquisa também apontou a presença de religiões de matriz africana: 14% disseram ser umbandistas e 8% candomblecistas.

     

    Foto: Divulgação

     

    Outro dado que chama atenção é o percentual de pessoas que preferiram não declarar a própria religião, que chegou a 14%. Já aqueles que afirmaram não seguir qualquer credo, mas ainda assim acreditar em uma força superior, somaram 1%. Apenas 15% se declararam ateus ou sem religião, número bem inferior ao registrado em levantamentos nacionais sobre a população em geral.