Anotações de auxiliar de Temer traçam rota do impeachment de Dilma

    Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia

    Foto: Reprodução/ Facebook

    Apreendido pela Polícia Federal em maio de 2017, no âmbito da Operação Patmos (desdobramento da delação da J&F), um bloco de anotações de Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança do presidente Michel Temer, sugere uma estratégia pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

    De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, as anotações reforçam a ligação estreita entre Temer e Loures, flagrado com R$ 500 mil numa mala pagos em propina pelo grupo empresarial dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

    A folha de abertura do bloco traz a seguinte informação: ‘em caso de perda, recompensa-se com R$ 200’. A pessoa a ser procurada é exatamente Rodrigo Rocha Loures.

    O bloco estava na casa do ex-deputado em Brasília e passou a fazer parte do conjunto de documentos anexados às investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o presidente da República.

    ‘Está recheado de anotações datadas de 2015 e 2016, quando Rocha Loures assessorava Temer na Vice-Presidência. São rasbiscos valiosos que ajudam a entender mais sobre a engrenagem que movimenta a capital do país. Há referências a nomeações de apadrinhados políticos, a verbas do Orçamento para satisfazer a base aliada, a reuniões com empresários, a números da economia’, diz a nota da Expresso.

    Imagem: coluna Expresso / revista Época
    Imagem: coluna Expresso / revista Época