Briga de facções deixa 25 mortos em presídio de Roraima

    O presídio é a maior unidade prisional do estado e tem 740 vagas, mas atualmente está superlotado; detentos portavam armas e fizeram 100 reféns

    Foto: Boa Vista Agora

    Vinte e cinco presos morreram durante confronto entre facções na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, neste domingo (16), em Boa Vista, Roraima, conforme informou o Batalhão de Operações Especiais (Bope). De acordo com a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc), 100 familiares dos presos foram feitos reféns dentro da unidade durante o confronto. Os presos chegaram a exigir a presença da juíza da Vara de Execuções Penais no complexo.

    O número de mortos informado pela PM, no entanto, divergem do divulgado pela Sejuc. De acordo com a Folha de S.Paulo, o secretário de Justiça e Cidadania, Uziel Castro, confirmou dez mortes. O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Roraima afirmou que pelo menos seis presos foram decapitados e queimados.

    A situação estava tranquila durante a manhã de visitas, mas o clima mudou por volta das 17h, quando, segundo a polícia, integrantes de facções criminosas iniciaram uma briga dentro do presídio.

    Os reféns foram liberados após equipes do Bope entrarem na unidade, no fim da noite. De acordo o secretário da Sejuc, Uziel Castro, a maioria dos reféns era formada por mulheres.

    Os detentos estavam armados com facas e pedaços de madeira, segundo relatou a mulher de um preso que estava dentro do presídio na hora que se iniciou a briga. Equipes do Grupo de Resposta Tática, Giro, Bope e Canil foram chamadas logo no início do tumulto. Mas a situação só foi controlada por volta das 22h. A direção do presídio informou que somente após a retirada de todos os corpos será feita a contagem dos presos e uma revista dentro da penitenciária.

    O presídio é a maior unidade prisional do estado e tem 740 vagas, mas atualmente está superlotado, com 1.400 presos.