Bruno diz que prisão perpétua não traria vítima de volta

    Condenado a mais de 22 anos, ex-goleiro do Flamengo foi solto após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello

    Foto: Alex de Jesus/ O Tempo/ Estadão Conteúdo

    O ex-goleiro Bruno Fernandes, solto na noite de sexta-feira (24), após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou à TV Globo Minas que qualquer mudança radical no código penal brasileiro seria insuficiente para reverter um ato capital feito por um criminoso.

    Logo depois de deixar a unidade prisional, ele declarou: “Independente (sic) do tempo que eu fiquei também, eu queria deixar bem claro, se eu ficasse lá, tivesse prisão perpétua, por exemplo, no Brasil… não ia trazer a vítima de volta”.

    Condenado a 22 anos e três meses, por ter matado e ocultado o corpo da ex-namorada Eliza Samudio, o ex-atleta estava preso preventivamente, pois aguarda o julgamento de uma apelação feita pela sua defesa ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entendimento do magistrado do STF, havia excesso de prazo na detenção e Bruno tem o direito de aguardar a decisão dos recursos em liberdade.

    Sem assumir a culpa no assassinato, ele avalia que “pagou pelo erro” que cometeu.”Paguei, paguei caro, não foi fácil. Eu não apagaria nada. Isso serve pra mim de experiência, serve como aprendizado e não como punição. Eu acho que, nessa questão de apagar o passado das coisas, eu não apagaria nada porque através de muito… por mais que eu não tivesse amigos verdadeiros, por mais que eu não tivesse passado por certas situações na [Penitenciária] Nelson Hungria, como eu passei, eu talvez eu não daria tanto valor à vida hoje”, disse.

    O ex-jogador voltou a afirmar que pretende retomar a vida profissional no futebol. “Eu quero deixar bem claro que eu vou recomeçar. Não importa se seja no futebol, não importa se seja em outra área profissional (sic), mas como eu vou estar na área do futebol, é o que eu almejo para mim”.