Categorias informais são indenizadas 5 anos após desastre em Mariana

    Cerca de 7 mil pessoas deverão receber a indenização nos próximos meses, que variam entre R$ 54 mil e R$ 94,5 mil

    Foto: Fred Loureiro/ Secom-ES

    Trabalhadores informais de Baixo Guandu (ES) e Naque (MG), municípios atingidos pelo rompimento da barragem da mineradora Samarco, começaram a receber indenizações da Fundação Renova, entidade responsável pela reparação dos danos da tragédia ambiental de Mariana (MG), em novembro de 2015.

    De acordo com informações da Agência Brasil, o primeiro pagamento foi realizado na quinta-feira (10), a uma artesã.

    Cerca de 7 mil pessoas deverão receber a indenização nos próximos meses, que variam entre R$ 54 mil e R$ 94,5 mil.

    Entre as categorias de trabalhadores beneficiadas estão pescadores profissionais, revendedores de pescado, comerciantes, artesãos, agricultores, carroceiros, areeiros, ilheiros e lavadeiras.

    Especificamente para os moradores que pescavam somente para subsistência foi arbitrado um valor mais baixo, de R$ 23,9 mil.

    O pagamento está sendo feito via a Fundação, que representa a Samarco e suas acionistas Vale e BHP Billiton, após a assinatura de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) com a União e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo.

    Segundo a entidade, até junho de 2020, foram 10.096 indenizações em razão dos danos gerais sofridos, totalizando R$ 910,1 milhões. Mais R$ 227,5 milhões foram pagos a 267 mil pessoas que ficaram sem abastecimento de água após a tragédia.