Cerca de 2/3 dos casos suspeitos de febre amarela não têm diagnóstico

    Especialista recomenda a extensão da aplicação das vacinas no sul da Bahia, onde já há suspeita de casos de mortes de macacos por febre amarela

    Foto: Marcos Santos/ Fotos Públicas

    Quase dois terços dos 1.431 casos notificados de febre amarela no Brasil permanece sem diagnóstico. Desde janeiro, quando o alerta para o aumento inesperado da doença foi dado, equipes de vigilância conseguiram concluir a análise de 504 casos – 379 foram confirmados e 125, descartados. Outros 927 registros suspeitos continuam em investigação.

    Embora a vacinação esteja sendo realizada nas áreas com casos sob suspeita, novos casos suspeitos continuam a ser registrados.  Uma das possíveis razões para a lentidão na investigação de casos suspeitos de febre amarela é o atraso na realização do teste laboratorial, pois os exames só são feitos de forma tardia. Nessas condições, há o risco de o resultado ser inconclusivo.

    Por nota ao Jornal O Estado de São Paulo, o Ministério da Saúde informou estar se esforçando para reduzir os prazos para investigação e atribui a demora na confirmação à complexidade da análise. Atualmente, oito laboratórios de referência estão encarregados de fazer a avaliação de casos em humanos.

    Bahia sob alerta- Além do atraso no diagnóstico, o epidemiologista da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses, André Freitas, sustenta que há falhas na vacinação. Ele avalia ser necessária, por exemplo, a extensão da aplicação das vacinas no sul da Bahia, onde já há suspeita de casos de mortes de macacos por febre amarela. De acordo com o Ministério da Saúde, no entanto, a medida deve ser adotada somente quando as suspeitas de casos são confirmadas.