Coordenadores e consultores da Capes renunciam os cargos

    Pesquisadores, das áreas de Matemática e Física, apontam falta de 'apoio e respaldo' da direção da entidade, ligada ao MEC

    Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

    Nesta segunda-feira (29), um grupo de seis coordenadores e 46 consultores da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) pediu renúncia coletiva dos cargos.

    Órgão ligado ao Ministério da Educação, a Capes é responsável por avaliar os programas de pós-graduação de mestrado e doutorado no país, autorizando ou não o funcionamento.

    Os pesquisadores que pediram desligamento são das áreas de Matemática, Probabilidade e Estatística e de Física e Astronomia.

    Em uma carta aberta enviada à direção da Capes, os servidores atribuem a decisão à falta de apoio e respaldo ao trabalho deles.

    O documento ainda lista outros motivos, como a falta de ação da Capes para a retomada da avaliação quadrienal, que está paralisada por uma decisão judicial liminar.

    Num primeiro momento, três coordenadores de matemática e 28 consultores renunciaram os cargos. Em seguida, outros 3 coordenadores e 18 pesquisadores de Física se juntaram ao grupo.

    Entenda a importância das avaliações
    Os coordenadores de área da Capes são responsáveis pela avaliação de cursos de mestrado e doutorado. As avaliações englobam tanto a proposta de novos cursos, chamada de Apresentação de Propostas de Cursos Novos (APCN), quanto a permanência daqueles que já integram o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

    A avaliação quadrienal é a realizada periodicamente pelas coordenações de área para verificar se os cursos terão reconhecimento renovado para continuar funcionando até a próxima avaliação.

    Coordenadores e consultores demissionários
    Os coordenadores não possuem vínculo com a Capes. Eles são eleitos entre si e não há compensação financeira pelos serviços prestados. Uma vez que a renúncia seja oficializada no Diário Oficial da União, os coordenadores permanecem nas instituições com as quais possuem vínculo.

    Os consultores, por sua vez, precisam assinar termos de confidencialidade com a autarquia, mas também não possuem vínculo profissional, e foram eleitos pelo Conselho Técnico-Científico da Educação Superior para ocupar os cargos em questão.